quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Workshop 2009 /Segundo Semestre


No dia 21 de dezembro, apresentamos no Pólo de Três Cachoeiras, o workshop do eixo VII/segundo semestre de 2009.

A banca foi composta pela professora Dóris e a tutora Graciela Rodrigues, onde estavam nos avaliando, juntamente com as colegas que faziam parte deste workshop 2009.

É interessante, pois não é a primeira vez, que apresento o meu Portfólio de Aprendizagens, mas sempre, fico nervosa, ansiosa e com receio de esquecer, o que havia planejado falar no dia do workshop, para todos da banca.

Mas, quando chega o momento e começo a falar, parece que as coisas vão fluindo naturalmente e quando menos espero, o tempo passa tão depressa, que às vezes, percebo que havia mais coisas a dizer.

O Power Point é um instrumento que me auxilia, desde a minha primeira apresentação em 2006 e que até hoje, ainda utilizo para os workshops. O meu primeiro Power Point me deixou muito orgulhosa de mim, pois naquele momento, foi uma grande conquista que realizei e que ainda continuo a descobrir maneiras para aprimorar o meu trabalho no final de cada semestre.

Neste semestre, para realizar a apresentação final, a equipe docente do eixo VII, propôs que refletíssemos e analisássemos três questões que interligavam conceitos entre as Interdisciplinas deste semestre, apresentando as nossas aprendizagens durante o eixo VII, relacionando e integrando estes conceitos que são fundamentais para a construção do conhecimento de crianças, jovens e adultos.

Os conceitos que relacionei são: Cultura, Comunicação, Linguagem, Planejamento, Avaliação, Letramento, alfabetização, Aprendizagem.

Para realizarmos um planejamento contextualizado e flexível, temos que conhecermos as características e especificidades culturais dos nossos alunos, que é fundamental para o processo de aprendizagem.

Abraços!

Shirley

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Temas Geradores

Tema Gerador é uma proposta metodológica fundamentada na teoria dialética do conhecimento. Sem diálogo para Paulo Freire, não há comunicação e sem ela não há a verdadeira educação. Por isso, percebemos a importância da comunicação dialógica, pois permite que o diálogo seja igualitário, no respeito com o seu semelhante, entendendo que esta comunicação é um ato de reflexão e ação, com o outro e com o mundo, tornando-nos capazes de transformar a nossa realidade.

O uso de temas geradores favorece a aprendizagem, pois permite que o professor se intere daquilo que o aluno conhece, numa ação democrática e dialógica, trazendo a sua cultura para dentro da sala de aula e oportunizando a exploração das questões relativas ao tema, o que permite que o aluno construa uma visão crítica da realidade e poder então, transformá-la, tornando esta aprendizagem mais significativa e prazerosa.
É necessário que o professor reveja o seu fazer pedagógico, e deixe para trás, as práticas tradicionais rígidas, como Paulo Freire denomina “educação bancária”, de transmissor do conhecimento num aluno apenas receptível, passivo, para um educador que oportunize espaços para o diálogo e participação ativa do mesmo. Partindo então, do contexto em que o aluno está inserido, ajudando-o a pensar criticamente sobre este mesmo contexto, possibilitando assim, que ele aplique o que aprendeu na realidade concreta, pois a busca do conhecimento conduz a liberdade e a educação.


Abraços!
Shirley

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Pedagogia de Projetos

O trabalho por projetos favorece a cooperação, a participação, o diálogo, e a integração dos conteúdos a partir de uma temática, de forma contextualizada, partindo do interesse e curiosidade dos alunos, através da pesquisa de diferentes fontes como conversas, livros, internet, experiências, etc.
Ele torna a aprendizagem muito mais ativa, interessante e prazerosa, pois permite que aluno através das investigações de diferentes maneiras, busque a solução de um problema, sendo este o ponto de partida para uma temática a ser pesquisada. Este tipo de trabalho globaliza o conhecimento de forma flexível, levando em consideração, principalmente o conhecimento prévio dos alunos.


Sou a favor do trabalho por projetos, mas o mesmo apresenta muitos desafios, que devemos observar e tentar resolvê-los, como a definição do tema ou eixo temático, pois é em torno dele, que todo o trabalho será desenvolvido, por isso a importância do tema ser do interesse dos alunos, tornando as aprendizagens mais significativas. Outro desafio que muitos professores enfrentam na realização do trabalho por projetos, é na ruptura das práticas tradicionais que às vezes, sem perceber trazem informações ou respostas prontas referentes ao trabalho, impedindo assim que o aluno pense por si mesmo e construa o seu próprio conhecimento. O modo de avaliação, também é outro grande desafio que enfrentamos, pois o mesmo deve ser observado e registrado em todo o desenvolvimento do projeto e não somente no final deste trabalho.
É um desafio que devemos enfrentar e buscar meios para que possamos resolver tais dificuldades que encontramos no decorrer de um trabalho por projetos.

Abraços!!!
Shirley

domingo, 18 de outubro de 2009

Escola e Família

A realidade das nossas escolas, prioriza uma educação tradicional de autoritarismo, sendo o professor quem determina o que e como, desenvolver os conteúdos, de forma mecânica e isolada.
Percebo isso, na alfabetização que é concebida como a apropriação da leitura e escrita de forma descontextualizada. Este modo de letramento que ainda vemos nas escolas, não é o correto, pois entendo que a função da educação é oportunizar os alunos condições de atuarem na sociedade com autonomia e criticidade.
A família, ainda não participa da vida escolar dos alunos, deixando a responsabilidade da educação, apenas para as instituições, como se a educação fosse algo isolado da família e da sociedade em geral, como algo mecânico e isolado.
Nós professores precisamos envolver a família nas atividades escolares, além de conscientizá-los da importância dos mesmos, na vida escolar dos seus filhos, pois desta forma a escola juntamente com a família, proporcionará uma educação na busca de um indivíduo participativo, crítico e autônomo.

Abraços!!!
Shirley

Currículo Integrado ou Fracionado!!!

Infelizmente, as escolas, continuam realizando atividades mecânicas de memorização, sem nexo e descontextualizadas, um trabalho de forma fracionada. Portanto, não estamos deixando espaço para os nossos alunos pensarem e participarem do processo de construção do conhecimento.
É importante que os nossos alunos saiam da escola para o mercado de trabalho com um olhar mais crítico, onde os professores não estejam apenas preocupados com os “conteúdos” que devem ser dados, em tempo determinado.

A escola deve ser um espaço para a aquisição de conhecimentos, que permitam o desenvolvimento das competências e habilidades para a inclusão na vida social e profissional.


Abraços!


Shirley

sábado, 17 de outubro de 2009

"Seu nome é Jonas"

O filme “Seu nome é Jonas” retrata a dificuldade que as pessoas surdas enfrentam em se comunicar e interagir numa sociedade ouvinte, que não respeitam e nem aceitam as diferenças existentes no ser humano, tratando-os com indiferença e negando o poder de ir e vir das pessoas.
A falta de informação e orientação da família e da sociedade faz com que as pessoas surdas, sejam discriminadas, injustamente no seu dia-a-dia, na família e na sociedade. Naquela época, as pessoas surdas eram diagnosticadas como doentes mentais, sendo privadas do convívio da família e internadas em instituições.
Comparando com os dias de hoje, sabemos que ainda há preconceito e discriminação com a comunidade surda, enfrentando dificuldades em se comunicar com as pessoas ouvintes, pois são poucas que conhecem a língua de sinais.
Assim como Jonas, muitas pessoas buscam e esperam por mais apoio, e aceitação dentro da sociedade, que quer um modelo de cidadão, e esquece que cada pessoa é única, possui limitações, interesses próprios, necessidades e habilidades diferenciadas.
Acredito que a realidade das pessoas surdas demanda de uma comunicação diferenciada, pois assim poderão se construir como sujeitos participativos e atuantes no ambiente que estão inseridos, por isso, é importante que a Língua de Sinais seja difundida nas escolas regulares e em outros ambientes de conhecimento, envolvendo todas as pessoas ouvintes, propiciando a pessoa surda, sua interação com a família e a sociedade, tornando-o um cidadão crítico e atuante.
Abraços!!!
Shirley

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Currículo Integrado

A partir do texto “As origens da Modalidade de Currículo Integrado” de Santomé percebemos que a cultura escolar muito se assemelhou com os processos de produção “Taylorismo e Fordismo", pois naquela época os trabalhadores eram considerados inferiores às máquinas tecnológicas do momento. Sua função era meramente produzir, não tinham direito sobre a decisão do processo de trabalho, sobre o produto, as condições e o ambiente. Para os trabalhadores não eram exigidos nenhuma qualificação e por isso eles podiam ser substituídos facilmente, pois o trabalho era demasiadamente simples e mecânico.
Esta política de trabalho serve de comparação ao processo educacional da época. Na escola, era esperado apenas o desempenho final dos alunos, assim como nas empresas. Nestes ambientes o que se esperava de seus freqüentadores era a obediência e submissão. Tanto os trabalhadores, quanto os alunos não tinham o direito de intervir na forma como as empresas trabalhavam, nem os alunos nos processos educativos.
As práticas trabalhistas e educacionais daquele momento eram fundamentalmente fragmentadas, não estabeleciam nenhuma relação com a realidade e, portanto desconexas e sem sentido para trabalhadores e educandos. Nas indústrias o trabalho que predominava era fragmentado através de esteiras, no qual cada trabalhador era responsável por apenas uma única função, não entendendo sobre a totalidade da produção. Neste mesmo sentido observamos o funcionamento escolar, no qual o currículo era descontextualizado, distante da realidade dos alunos. Além disto, os conteúdos ensinados não tinham qualquer ligação entre si, impossibilitando a compreensão e construção de novos saberes. O objetivo da escola era formar cidadãos aptos a obedecer e produzir, suprindo as exigências do mercado de trabalho da época.
Como vimos, a fragmentação dos processos de produção e a cultura escolar estavam relacionadas, pois o mercado de trabalho exigia profissionais com habilidades limitadas à obediência e submissão, desta forma a escola buscava formar cidadão com este perfil.
Abraços!
Shirley