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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Temas Geradores

Tema Gerador é uma proposta metodológica fundamentada na teoria dialética do conhecimento. Sem diálogo para Paulo Freire, não há comunicação e sem ela não há a verdadeira educação. Por isso, percebemos a importância da comunicação dialógica, pois permite que o diálogo seja igualitário, no respeito com o seu semelhante, entendendo que esta comunicação é um ato de reflexão e ação, com o outro e com o mundo, tornando-nos capazes de transformar a nossa realidade.

O uso de temas geradores favorece a aprendizagem, pois permite que o professor se intere daquilo que o aluno conhece, numa ação democrática e dialógica, trazendo a sua cultura para dentro da sala de aula e oportunizando a exploração das questões relativas ao tema, o que permite que o aluno construa uma visão crítica da realidade e poder então, transformá-la, tornando esta aprendizagem mais significativa e prazerosa.
É necessário que o professor reveja o seu fazer pedagógico, e deixe para trás, as práticas tradicionais rígidas, como Paulo Freire denomina “educação bancária”, de transmissor do conhecimento num aluno apenas receptível, passivo, para um educador que oportunize espaços para o diálogo e participação ativa do mesmo. Partindo então, do contexto em que o aluno está inserido, ajudando-o a pensar criticamente sobre este mesmo contexto, possibilitando assim, que ele aplique o que aprendeu na realidade concreta, pois a busca do conhecimento conduz a liberdade e a educação.


Abraços!
Shirley

domingo, 18 de outubro de 2009

Escola e Família

A realidade das nossas escolas, prioriza uma educação tradicional de autoritarismo, sendo o professor quem determina o que e como, desenvolver os conteúdos, de forma mecânica e isolada.
Percebo isso, na alfabetização que é concebida como a apropriação da leitura e escrita de forma descontextualizada. Este modo de letramento que ainda vemos nas escolas, não é o correto, pois entendo que a função da educação é oportunizar os alunos condições de atuarem na sociedade com autonomia e criticidade.
A família, ainda não participa da vida escolar dos alunos, deixando a responsabilidade da educação, apenas para as instituições, como se a educação fosse algo isolado da família e da sociedade em geral, como algo mecânico e isolado.
Nós professores precisamos envolver a família nas atividades escolares, além de conscientizá-los da importância dos mesmos, na vida escolar dos seus filhos, pois desta forma a escola juntamente com a família, proporcionará uma educação na busca de um indivíduo participativo, crítico e autônomo.

Abraços!!!
Shirley

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Modelos de Letramento

A partir da leitura do texto “Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola” de Kleiman, 2006, e da análise das imagens do Power Point, percebi que a escola, a mais importante agência de letramento, não está preocupada com o letramento social, mas somente com um tipo de letramento o escolar, como afirma a autora. A escola prioriza apenas a alfabetização, como processo de aquisição dos códigos (alfabético, numérico), a qual é concebida em termos de uma competência individual do aluno, sendo esta, necessária para o sucesso e promoção escolar.
As outras agências de letramento como a família, a igreja, a rua, etc. apresentam, também, orientações diferentes sobre esse mesmo letramento, mas que infelizmente, não é aproveitada na escola, devido à preocupação de alfabetizar os alunos de forma mecânica, com métodos tradicionais esquecendo-se dos saberes e experiências que eles trazem do seu contexto social.
Ler e escrever implica não apenas o conhecimento das letras e do modo de decodificá-la, mas na possibilidade de usar esse benefício na forma de expressão e comunicação, reconhecidas e necessárias, legítimas em um determinado contexto cultural.
Como vimos no texto existem dois modelos de letramento, o modelo autônomo, onde está centrado em textos escritos, na escolarização formal e não depende de novas estratégias e o modelo ideológico que entende que as práticas de letramento mudam segundo o contexto em que o aluno está inserido e a sua participação mais efetiva.
Analisando esses dois modelos de letramento, podemos dizer que a escola ainda, centraliza a sua ação, no modelo autônomo, num processo neutro, independente do contexto social, buscando apenas, desenvolver no aluno, habilidades de leitura e escrita.
Segundo o texto “Levando em consideração o fato de que os objetivos que nos interessa atingir no ensino são aqueles de uma pedagogia culturalmente relevante (Erickson, 1987) e crítica (Freire, 1980), devemos concluir, que o modelo ideológico do letramento, que leva em conta a pluralidade e a diferença, faz mais sentido como elemento importante para a elaboração de programas dentro dessas concepções pedagógica”.


Abraços!!!

Shirley

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Múltiplas Linguagens

A partir do texto “A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais” de Maria Isabel Dalla Zen e lole Faviero Trindade, podemos perceber que não se fala, não se escreve ou não se lê, sempre do mesmo jeito, pois existe uma variação lingüística devido às diferenças culturais próprias de um determinado grupo social, sofrendo alterações na linguagem escrita e oral.
De acordo com Kleiman, 1995: "A escrita também não é uma modalidade fixa, não é sempre formal/ sofisticada/planejada, assim como a fala não é, em todas as situações de comunicação, informal/coloquial e sem planejamento."
As diferenças que ocorrem em relação à fala ou à escrita são a partir da multiplicidade de discursos, as maneiras diferentes que encontramos no cotidiano das pessoas em falar e escrever, pois tudo depende da situação que em que ocorre, como numa conversa com amigos, onde a fala, seria mais informal, usando um vocabulário simples, diferente de uma entrevista de emprego ou uma palestra que usaríamos uma linguagem mais formal.
Percebemos as mesmas diferenças na linguagem escrita, como no bilhete que escrevemos para um amigo, usamos um vocabulário mais simples, diferente de um documento, um ofício que tem exigências formais e técnicas para redigi-lo.
Podemos dizer que existe a linguagem falada mais formal, culta e uma linguagem mais simples do cotidiano das pessoas. Assim também, na escrita como uma linguagem acadêmica, com regras específicas e a mais informal.
Devemos trabalhar com os nossos alunos, apresentando esta diversidade sociocultural, possibilitando outras aprendizagens, novos conhecimentos, a questão do certo e do errado na linguagem, pois como há diferentes formas de falar, não podemos dizer que há culturas certas ou erradas.
Que a fala e a escrita nem sempre estão relacionadas e para que isso aconteça à escola deve mostrar, além da “língua padrão” de escrita, com regras ortográficas, que existem formas diferentes de escrever e falar o mesmo assunto, podendo assim conforme a situação em que se encontrar poder expressar-se adequadamente.
Abraços!

Shirley