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sábado, 17 de outubro de 2009

"Seu nome é Jonas"

O filme “Seu nome é Jonas” retrata a dificuldade que as pessoas surdas enfrentam em se comunicar e interagir numa sociedade ouvinte, que não respeitam e nem aceitam as diferenças existentes no ser humano, tratando-os com indiferença e negando o poder de ir e vir das pessoas.
A falta de informação e orientação da família e da sociedade faz com que as pessoas surdas, sejam discriminadas, injustamente no seu dia-a-dia, na família e na sociedade. Naquela época, as pessoas surdas eram diagnosticadas como doentes mentais, sendo privadas do convívio da família e internadas em instituições.
Comparando com os dias de hoje, sabemos que ainda há preconceito e discriminação com a comunidade surda, enfrentando dificuldades em se comunicar com as pessoas ouvintes, pois são poucas que conhecem a língua de sinais.
Assim como Jonas, muitas pessoas buscam e esperam por mais apoio, e aceitação dentro da sociedade, que quer um modelo de cidadão, e esquece que cada pessoa é única, possui limitações, interesses próprios, necessidades e habilidades diferenciadas.
Acredito que a realidade das pessoas surdas demanda de uma comunicação diferenciada, pois assim poderão se construir como sujeitos participativos e atuantes no ambiente que estão inseridos, por isso, é importante que a Língua de Sinais seja difundida nas escolas regulares e em outros ambientes de conhecimento, envolvendo todas as pessoas ouvintes, propiciando a pessoa surda, sua interação com a família e a sociedade, tornando-o um cidadão crítico e atuante.
Abraços!!!
Shirley

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A cultura surda e comunidade surda

Entende-se que no Brasil com a sua diversidade de culturas regionais existentes, a comunidade surda, também faz parte desta pluralidade cultural. Por isso, é importante reconhecer que todos são capazes, com direitos iguais a qualquer outra pessoa, sendo ela ouvinte ou não e que possa assim sentir-se parte integrante da sociedade.
A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), é a língua natural da comunidade surda, tem suas próprias estruturas gramaticais, que devem ser aprendidas do mesmo modo que outras línguas. Ela difere das línguas orais por utilizar a visão em vez da audição, sendo capaz de expressar e interagir com o mundo.

Assim como para nós, ouvinte é difícil à compreensão da linguagem utilizada pelos surdos (Língua Brasileira de Sinais), para eles, também é muito difícil o que falamos sem ajuda de um interprete por isso se não temos conhecimento da língua de sinais, podemos nos comunicar com as pessoas surdas, olhando nos seus olhos, fazendo gestos, dramatizando, utilizando expressões faciais e corporais.
Compreende-se por cultura surda o modo como o sujeito surdo entende o mundo e tenta modificá-lo, tornando-o mais acessível e habitável, oportunizando a pessoa surda maior autonomia e identidade com relação a sua cultura e necessidades.
É fundamental que nós, professores, tenhamos conhecimento da língua de sinais, LIBRAS, para podermos interagir e participar da cultura surda, compartilhando dos seus interesses, conhecedor de seu contexto e de suas necessidades.
Abraços!!!
Shirley