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domingo, 14 de junho de 2009

Diversidade Cultural


A partir da leitura do texto "Era uma vez uma menina muito bonita: Uma prática pedagógica relacionada com a questão racial em uma turma de alfabetização", de Luciane Andréia Ribeiro Leite, analisei a minha prática pedagógica que realizei com os meus alunos, na atividade V_ primeira parte, com o tema “Diversidade Cultural”, onde foram envolvidos os conceitos cultura, etnia, descendência, respeito, preconceito e racismo.
Sabemos que as crianças não nascem com uma consciência formada, que ela resulta de um processo social, com a sua interação com o meio e da ação que ela produz de acordo com o momento histórico e econômico que vive. Se o meio apresenta uma ideologia dominante, autoritária e de desigualdade social, as pessoas começam a descriminá-las, porque são diferentes dela, ocasionando assim, o preconceito racial.
Portanto, é fundamental trabalharmos, nas escolas, sobre discriminação e o preconceito racial com os nossos alunos, pois é um lugar que podemos discutir, debater e nos conscientizarmos sobre a diversidade cultural, que existe entre nós, valorizando e respeitando as pessoas.


Segundo Luciane Andréia Ribeiro Leite em seu texto menciona a seguinte citação:

“... o ambiente escolar é um espaço rico para trocas, dadas as variadas vivencias que diariamente fazem parte deste cenário, mas em alguns momentos é também um espaço propicio para disputa e exclusão”.

sábado, 6 de junho de 2009

Concepções de Índio

A partir da leitura do texto “Os índios no Brasil: quem são e quantos são”, escrito pelo representante do povo Baniwa, Geisen dos Santos Luciano é possível compreender a luta e o sofrimento que os povos indígenas passaram e ainda passam contra a exploração e o descaso das pessoas e dos seus governantes com a história e a cultura diversificada desses povos.
Desde 1.500, quando Pedro Álvares Cabral, invadiu o Brasil, até os dias de hoje, os povos indígenas foram explorados e discriminados. A história nos apresenta que nesta época existiam pelo menos 5 milhões de índios e que atualmente este número foi reduzido, a pouco mais de 700.000 índios em todo território brasileiro.

A denominação de "índio", por muito tempo teve um sentido pejorativo como os não civilizados, preguiçosos, incapazes e sem cultura. Mas, com o apoio das organizações indígenas percebemos que o índio de hoje, tem orgulho da sua cultura e da reafirmação da sua identidade verdadeiramente indígena.
Segundo o texto “As atuais gerações indígenas nascem, crescem e vivem com um novo olhar para o futuro, potencialmente possível e alentador, diferente das gerações passadas que nasciam e viviam conscientes da tragédia do desaparecimento de seus povos”.

Embora possuam alguns traços culturais comuns, as populações indígenas, diferenciam-se por apresentarem características específicas como as diferentes línguas, maneiras de ver, agir e viver no mundo, maneiras que são peculiares de cada cultura e em cada tempo histórico.
“Essa diversidade cultural dos povos indígenas demonstra a multiplicidade de povos e das suas relações com o meio ambiente, com o meio místico religioso e a variação de tipos de organizações sociais, políticas e econômicas...”.
É importante conhecermos e refletirmos sobre os diferentes grupos indígenas que existem no Brasil, com o propósito de construir uma nova abordagem para o ensino da história dos povos indígenas, sua diversidade de línguas, culturas e de pensamento.
É com esta realidade de exploração, sofrimento, conquistas e de valorização da cultura vivenciada pelas populações indígenas que iremos trabalhar com os nossos alunos e não com a imagem idealizada de que os índios são iguais, vivem da caça, pesca, que plantam, pintam seus corpos e rostos e usam penas na cabeça.
Segundo o texto “A reafirmação da identidade não é apenas um detalhe na vida dos povos indígenas, mas sim um momento profundo em suas histórias milenares e um momento de conquista e vitória que se introduz e marca a reviravolta na história traçada pelos colonizadores europeus, isto é, uma revolução de fato na própria história do Brasil”.


Abraços!!!

domingo, 24 de maio de 2009

História da África – História e Cultura

A partir da leitura sugerida na Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação, do texto “Auto Imagem e Auto-Estima na Criança Negra: um Olhar sobre o seu Desempenho Escolar” da autora Marilene Leal Paré, realizei as entrevistas com dois alunos que estudam no ensino regular da escola estadual do nosso município.
A partir das entrevistas conclui que os dois meninos não sofriam nenhuma forma de preconceito ou discriminação na escola, pelos seus colegas ou professores, havendo uma relação positiva entre ambos.
Respeitam e valorizam a sua etnia, afro-descendente, falando dos seus familiares com orgulho e muito carinho, demonstrando grande aceitação da sua negritude e dos valores de seu povo.
As situações vivenciadas nas entrevistas apresentam uma situação diferenciada da que foi mencionada no texto de Marilene Leal Pare, mas sabemos que isso são exceções, pois ainda encontramos muito a desvalorização e a discriminação das pessoas afro-descendentes no Brasil, em todos os seguimentos como na escola, no trabalho e nas suas relações sociais.
Segundo o texto “O que nos foi revelado é fruto da força de um passado histórico de um povo marcado como escravo numa terra chamada Brasil, a qual apesar dos 500 anos de existência colonizada, abriga uma sociedade cujas relações são as de poder dos “superiores” sobre os “ignorantes”.
Abraços!!!

sábado, 25 de abril de 2009

A Diversidade Étnica e a Formação da Família

Trabalhar com a noção de família é a melhor maneira de aprofundar as diversidades culturais existentes na sua realidade mais próxima, mostrando ainda que ela difere no tempo e espaço, conhecendo assim suas origens, seu desenvolvimento, suas semelhanças e diferenças.
Comecei o meu trabalho conversando com os alunos sobre a família, suas origens e costumes. Os alunos relataram oralmente o que sabem sobre a sua família: quem a compõe, quantas pessoas, se sabem o nome completo dos pais, avós, tios, primos, etc.
Desenharam a sua família e confeccionaram as casa onde moram, utilizando palitos de churrasquinho. Organizaram perguntas, onde os alunos iriam realizar em casa com os pais e também, deveriam trazer fotos da família.
Confeccionaram a árvore genealógica, com os membros da família e descobriram as suas origens, destacando as diferenças étnicas e seus costumes. Após, montaram o mosaico com fotos das famílias e perceberam que não havia negros e nem índios entre as pessoas ali expostas, mas descobriram que um colega, era bisneto de índio, pois ele comentou que seus pais haviam falado sobre o bisavô, porém não tinham fotos dele.
Realizaram um texto coletivo com as descobertas sobre as famílias da nossa turma, suas diferenças existentes e origens. É importante o respeito à diversidade, a individualidade de cada um e reconhecer a existência de diferentes modos de ser e viver, principalmente na família, na escola e na sociedade, onde vivemos numa pluralidade cultural.
Esta atividade foi realizada com a minha turma: EJA II, com idade entre 16 e 20 anos, da Escola de Educação Especial João de Barro APAE de Três Cachoeiras.