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sábado, 6 de junho de 2009

Educação, Civilização e Barbárie

Após a leitura do texto “Educação após Auschwitz” do filósofo alemão Theodor Adorno, podemos perceber a preocupação do autor em evitar que Auschwitz se repita e deixa claro a importância da educação no processo de conscientização das pessoas em expressar afeto, respeitar e posicionar-se frente a diferentes situações da sua vida.
A barbárie que ocorreu em Auschwitz demonstra a indiferença e a frieza de pessoas autoritárias com relação aos seus semelhantes, humilhando-os, aterrorizando-os, numa violência incontrolável, tornando assim, uma civilização oprimida e estruturada em dimensões destrutivas.
Conforme o texto, Adorno afirma que “Aquele que é duro contra si mesmo adquiri o direito de sê-lo contra os demais e se vinga da dor que não teve a liberdade de demonstrar, que precisou reprimir”.
São importantes os vínculos de afeto, pois ele compreende as atitudes das pessoas diante das experiências de vida, promove impulsos e emoções diferentes, influenciando o pensamento e a conduta das pessoas.
Sabemos que não é somente resgatar sentimentos fraternos entre as pessoas, mas também o conhecimento e a reflexão sobre si mesmo. Segundo o autor, “A educação só teria pleno sentido como educação para a auto-reflexão e crítica”.

A educação é fator primordial na vida do ser humano, principalmente na educação infantil, na primeira infância, na qual ela deverá proporcionar ambientes de afeto, carinho, de reflexão, autoconhecimento, compreensão da realidade social, formando cidadãos críticos e participativos.
Segundo o autor Adorno “Crê-se que o quanto mais bem forem tratadas as crianças, quanto menos forem negadas na infância, mais chances elas terão”.

No meu trabalho, em sala de aula, sempre proporciono momentos de reflexão, discussão e debate, incentivando-os a expressar seus sentimentos e ouvir os sentimentos dos outros, mostrando assim, o valor desta ação.
Mesmo assim, já tivemos momentos difíceis, com alunos agredindo fisicamente e verbalmente os outros, mas o diálogo é fundamental para resolver os conflitos existentes no dia-a-dia.
Theodor Adorno diz “O fato de as pessoas já não terem vínculos seria responsável pelos acontecimentos”.


Abraços!!!

domingo, 24 de maio de 2009

O Clube do Imperador

O filme “O Clube do Imperador” conta a história de um professor que leciona numa escola, só para meninos, onde se depara com vários conflitos morais, a partir da chegada de um aluno rebelde, indisciplinado e desinterresado em sua sala de aula.
Desde o primeiro dia de aula, o professor percebeu que este aluno não tinha interesse nos estudos, pois estava sempre debochando e ironizando, quando o mesmo estava explicando a matéria.
A partir, daquele momento, o professor começou a incentivá-lo, pois percebeu, através das boas notas que estava tirando, melhoras no seu comportamento com relação aos estudos e atitudes em sala de aula.
Neste processo de ascensão do seu aluno, o professor encontra-se num conflito difícil de resolver, pois ao corrigir a sua prova, percebeu que o mesmo ficaria em quarto lugar, no concurso Júlio César, concurso este muito importante na instituição, mas que só participariam da final, os três primeiros colocados.
O que fazer neste momento? Aumentar a nota deste aluno, dando-lhe um voto de confiança, já que estava se esforçando e melhorando seu comportamento em geral? Mas, ao mesmo tempo, desclassificaria um outro aluno que tinha conquistado o terceiro lugar, com muito esforço e dedicação, pelos seus próprios méritos?
É realmente um dilema muito difícil de resolver, mas como nós professores, sempre tentamos resolver da melhor maneira possível, mesmo que depois percebemos que não foi a atitude mais correta.
Com receio que este aluno, voltasse a ter novamente atitudes de desinteresse e de arrogância com todos na escola, o professor toma uma atitude que vai contra os seus princípios morais de justiça, respeito e ética, alterando o resultado da prova, mas que a seu ver, parecia o mais correto naquele momento, já que este menino estava demonstrando progressos significativos, para que ele ficasse entre os três classificados.
Encontra-se novamente num conflito maior, deveria ele desmascarar o seu aluno na frente de todos, já que estava colando, ou tentar fazer justiça, elaborando uma pergunta que não estava no livro? Optou, então, em resolver a situação com justiça e respeito a todos, fazendo uma nova pergunta.
O filme nos mostra que estamos sempre enfrentando dilemas em nossas vidas tanto na parte pessoal como profissional, conflito estes que nos põe a prova os nossos princípios morais de ética, respeito e justiça.
No meu ver o professor agiu corretamente, acreditando no seu aluno, motivando-o e estimulando-o, pois ele estava vendo resultados positivos num processo de crescimento contínuo e naquele momento era necessário que o professor continuasse apostando neste aluno, mesmo que agisse contra os seus princípios.
O certo e o errado, esta presente a todo o momento, na nossa profissão através de nossas ações e palavras, por isso devemos, pensar, observar e acreditar, pois é errando que muitas vezes aprendemos.

Abraços!!!



sábado, 25 de abril de 2009

Dilema Ético

Após, analisar os argumentos realizados pelo meu grupo, que deveria refutar e contestar a decisão do Antropólogo francês, com os contra argumentos, do grupo 3 que defenderia a posição do mesmo, percebi que no primeiro momento, quando li o texto “O Dilema do antropólogo francês”, tinha a mesma visão do grupo que defendeu as atitudes que ele tomou, onde mentiu aos nativos sobre que todos os homens brancos eram mensageiros dos Deuses.
O francês estava certo em não interferir nas crenças e na cultura de muitas gerações, pois é daquela forma que aquele povo acredita e vive na qual deve ser respeitada e valorizada.
Mas, quando tivemos que argumentar contra a atitude dele, comecei a analisar melhor a situação e percebi que nem tudo que parece certo é realmente o correto, que deveríamos ver os dois lados e tomarmos uma decisão com um novo olhar, mais crítico e observador.
Mesmo sendo um pesquisador, o antropólogo francês, foi ambicioso e ganancioso, pensando apenas nos seus ideais e princípios de explorar e conhecer aquele povo sua cultura e crenças, deixando-os a mercê de pessoas inescrupulosas que poderiam levá-los a morte.
Ele não deveria afirmar algo, que não era verdade, pois mesmo não querendo interferir na vida daqueles nativos, esconder ou negar a verdade, deixa claro, que os povos não devem conhecer outras realidades, o que é uma ignorância das pessoas que pensam assim.