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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Plano Individual de Estudos

O Plano Individual de Estudos (PIE), realizado na Interdisciplina do Seminário Integrador IV, foi muito importante e necessário, para a continuidade dos meus trabalhos do eixo IV da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pois proporcionou-me uma organização e compreensão dos textos disponibilizados nas Interdisciplinas.
Face aos problemas e desafios, que encontrei neste semestre, para organizar horários para ler os textos e trocar idéias com outros colegas, achei necessário priorizar um tempo e horário específicos para estes momentos acontecerem de fato, sanando assim as dificuldades que estava acontecendo pela falta de tempo para a realização das leituras propostas pelas Interdisciplinas.
Para a implantação dessa proposta, convidei três colegas que já trabalham na mesma escola que eu, facilitando os nossos encontros, pois após o trabalho nos reuníamos ali mesmo. No inicio foram estabelecidos dois dias por semana, até conseguirmos realizar as atividades no tempo proposto.
O contato sistemático com este grupo de colegas foi fundamental, para enriquecer e aprimorar os conhecimentos das Interdisciplinas de Estudos Sociais, Matemática, Ciências Naturais e do Seminário Integrador IV.
Considerando alguns eventuais transtornos em determinados momentos, do trabalho em grupo, devido a compromissos particulares, foi muito satisfatório os encontros, pois discutimos, debatemos e questionamos sobre os trabalhos a serem realizados, tirando dúvidas e ansiedades do momento, e assim, aprimorando a nossa prática pedagógica.
Abraços!!!
Shirley

Construções e Reconstruções Pessoais

Todas as Interdisciplinas trabalhadas no eixo IV foram fundamentais para o meu crescimento, tanto profissional como pessoal, portanto todas as atividades realizadas contribuíram para ampliar e adquirir novos conhecimentos, principalmente de Espaço e Tempo.
Porém, quero destacar a Interdisciplina de Estudos Sociais, que me proporcionou um novo olhar para essa disciplina, que antes apenas a considerava e trabalhava com datas comemorativas, como Páscoa, dia das mães e dos pais, dia do Índio, Natal, sete de setembro, e heróis patrióticos como Tiradentes, etc.
Os métodos utilizados eram baseados na memorização e na repetição oral dos acontecimentos, numa concepção que passava a idéia de uma história pronta e acabada.
Através dos textos estudados, percebi que a disciplina de Estudos Sociais, preocupa-se em desenvolver na criança e com ela, a visão de totalidade da sociedade, mostrando que é uma ação de todos, dentro de uma prática concreta, num processo dinâmico e contínuo.
Assim, as crianças começam a sentirem-se sujeitos dessa história, e em conseqüência, mais fortes nas suas relações e mais participantes e atuantes nas atividades.
Cabe a escola facilitar esta compreensão, possibilitando no processo inicial da sua escolarização o reconhecimento pela criança que o ser humano constrói a sua história, a partir das suas relações estabelecidas pelas pessoas no Tempo e no Espaço.
É interessante como a disciplina de estudos Sociais, apresenta uma nova visão de trabalho, onde nos possibilita entender que, todos nós, somos seres históricos e que participamos de diferentes grupos sociais.
A criança quando estuda, através de pesquisa, a história de sua vida, ela perceber-se como um personagem da mesma, e irá compreender que faz parte de um coletivo, das noções de tempo, de semelhanças e diferenças, de mudanças e permanências. São importantes as comparações entre o hoje e o ontem nos diferentes locais.
Dependendo da sociedade, do contexto histórico em que o ser humano está inserido, existem diferentes visões do mundo, de como se colocar, de como interpretar e se relacionar com ele, assim é fundamental que o professor saiba que não existe uma verdade absoluta, mas várias interpretações dos diferentes olhares a respeito dos fatos e processos históricos.
É importante que no planejamento do ensino de Estudos Sociais, trabalhe os conteúdos voltados para o cotidiano do aluno, onde devemos respeitar o saber prévio dos mesmos, os seus interesses e as diferenças culturais existentes na comunidade, tornando assim, uma aula mais ativa e eficaz,
Para que isto, aconteça de fato, o professor precisa planejar para poder alcançar os seus objetivos e metas, que visam ações organizadas, flexíveis e significativas. O aluno passa de um ser passivo, nas aulas, para um ser ativo, a procura de hipóteses e soluções, para as suas dúvidas, através de pesquisas na família, na comunidade, em revisas, jornais, nos passeios em museus, bibliotecas, no bairro, etc.
Trabalho com os meus alunos em Estudos Sociais, a importância de conhecermos a história de vida de cada um, da comunidade e da existência de diferentes culturas.
E para perceberem as diferenças culturais, realizamos atividades diversificadas como passeios, pesquisas com álbuns e cartas da família e do município, etc. Elaboram painéis com retratos de suas famílias, recortes de jornais, desenhos e pinturas feitas por eles mesmos. Produzem textos individuais que após, irão montar um livro da vida.
Os alunos realizam entrevistas com seus pais, tios e avós, sobre as gerações passadas, construindo a árvore genealógica. Eles acharam interessante como algumas famílias são tão pequenas ou grandes, algumas tem mais meninas do que meninos, que algumas famílias vieram de outros paises e agora moram aqui, são de religiões diferentes, mas através de gráficos feito pelos alunos constataram que na turma, há mais católicos, etc.
As aulas de Estudos Sociais se tornam muito mais interessante, quando os alunos conseguem descobrir a diferença entre eles, a partir de suas próprias vivencias no seu cotidiano, no passado, presente e no futuro.

Abraços!!!

Shirley

Espaço e Tempo

É interessante como os conceitos de espaço e tempo estão presentes em nossas vidas diariamente, pois perceber e reconhecer esta passagem do tempo e do espaço é fundamental em nossas vidas.
Compreender que a sociedade vive em constantes transformações e também de inúmeros acontecimentos faz com que percebamos que o tempo não para, e que existem lugares e paisagens que mudam por influência do homem sobre o meio onde vive.
As Interdisciplinas desse IV semestre proporcionaram uma visão maior sobre esses conceitos de Espaço e Tempo, numa dimensão que envolve não só as Interdisciplinas de Estudos Sociais, Ciências Naturais, Matemática e do Seminário Integrador IV, mas em outras disciplinas, pois Espaço e Tempos, estão presentes em todos os momentos de nossas vidas.
Essas reflexões apontam para a compreensão de que os processos pedagógicos não podem ser tratados isoladamente, de uma forma fragmentada e foi assim, que percebi que esses conceitos de espaço e tempo estão integrados em todas as Interdisciplinas.
O trabalho da Interdisciplina de Estudos Sociais, sobre a “Linha do Tempo” e “Aprendendo a Conviver”, que desenvolvi na minha turma, na escola onde trabalho, proporcionou-me interligar as atividades das outras Interdisciplinas, nesta mesma proposta de trabalho.
Foram realizadas entrevistas com os pais dos alunos, avós e parentes, pesquisaram nos álbuns das famílias, em cartas, acontecimentos que ocorreram simultaneamente no ano e no mês do seu nascimento, passeios pelo bairro, município e ruas próximas à escola e a casa dos alunos.
Nestas atividades foram desenvolvidas noções de espaço e tempo, envolvendo também, cálculos de adição e subtração, gráficos, medidas e frações. (Matemática). Perceberam através de pesquisas as mudanças ocorridas no meio ambiente e se foi o tempo ou as pessoas que modificaram o lugar e o espaço, onde vivem nas casas, ruas, bairros, etc. (Ciências Naturais).
E para finalizar o espaço que foi disponibilizado nas aulas para perguntas, indagações e questionamentos a respeito do trabalho proposto. (Seminário Integrador IV).
Como trabalho numa Escola de Educação Especial com alunos com deficiência mental é importante respeitarmos e valorizarmos as individualidades dos alunos, principalmente com relação a espaço e tempo, onde apresentam diferenciações significativas, devido as suas dificuldades nas áreas do conhecimento.
Sua aprendizagem ocorre de forma lenta, pois precisa de mais tempo para poder compreender e estruturar as noções de espaço e tempo, mesmo porque a idade cronológica nestes casos, não pode ser usada como referência. Além disso, existem alunos, que precisam se organizar no espaço como os cadeirantes, autistas e outros que em virtude de suas limitações precisam se localizar e se adaptar aos diferentes tipos de lugares.
Por isso, devemos propiciar aos nossos alunos a construção da sua auto-estima, alimentando e incentivando a sua curiosidade, cooperação, responsabilidade, autonomia e alegria de viver, contribuindo assim, para o seu desenvolvimento global e a sua independência pessoal.

Abraços!!!

Shirley


sexta-feira, 20 de junho de 2008

Aprendendo a Conviver

Trabalho com os meus alunos em Estudos Sociais, a importância de conhecermos a história de vida de cada um, da comunidade e da existência de diferentes culturas.
E para perceberem as diferenças culturais, realizamos atividades diversificadas como passeios, pesquisas com álbuns e cartas da família e do município, etc. Elaboram painel com retratos de suas famílias, recortes de jornais, desenhos e pinturas feitas por eles mesmos. Produzem textos individuais que após, irão montar um livro da vida.
Os alunos realizam entrevistas com seus pais, tios e avós, sobre as gerações passadas, construindo a árvore genealógica. Eles acharam interessante como algumas famílias são tão pequenas ou grandes, algumas tem mais meninas do que meninos, que algumas famílias vieram de outros paises e agora moram aqui, são de religiões diferentes, mas através de gráficos feito pelos alunos constataram que na turma, há mais católicos, etc.
As aulas de Estudos Sociais se tornam muito mais interessante, quando os alunos descobrem que são seres históricos e que conseguem estabelecer a diferença entre eles, a partir de suas próprias vivencias do seu cotidiano, no passado, presente e no futuro.


Abraços!!!
Shirley

sábado, 14 de junho de 2008

Como os alunos vêem o mundo?


Os alunos vêem o mundo de diversas maneiras, no primeiro momento, tiveram dificuldades em responder, não tinham resposta para algo, que para eles é muito abstrato, pensam no mundo somente numa forma concreta, onde apenas os objetos estão presentes.
Eles disseram que o mundo é tudo, os carros, os caminhões, caçambas, brinquedos, a casa, a escola, etc. Após, algumas indagações, um aluno respondeu que no mundo tem seres humanos e perguntei se ele sabia o que era “seres humanos”, respondeu que são todas as pessoas, o pai, a mãe, os irmãos, a professora, os amigos.
Para eles o mundo é tudo o que conhecem e fazem parte do seu dia-a-dia, possuindo uma relação muito forte com o seu cotidiano e principalmente com o concreto, como objetos.
Foi muito interessante à leitura do texto “Tem muita Matemática no lugar onde você vive”, onde a professora Tatiana, através de caixas, apresentou uma maneira diferente de trabalhar mapas com seus alunos, onde eles puderam visualizar de forma mais concreta a localização de seu bairro no município, e o mesmo dentro do estado.
Trabalhar com material concreto, facilita a compreensão dos alunos, principalmente da educação especial, envolvendo-os ativamente em todas as atividades propostas, adquirindo mais segurança e autonomia ao realizá-las.
Abraços!!!
Shirley

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ciclos da Natureza


Noções de Tempo e Espaço

Foi muito interessante o vídeo “BALANCE”, que assistimos para realizar uma atividade da Interdisciplina de Ciências, pois nos mostrou que a ocupação do espaço dos habitantes, daquele universo, era limitada, somente poderiam fazer algo, quando todos fizessem juntos, pois o equilíbrio dependia de todos, que pertenciam aquele lugar.
Percebi que mesmo convivendo num espaço restrito, todos pensavam juntos e suas ações eram bem calculadas, para que pudessem assim, realizar suas atividades, em conjunto.
Realmente, ações individuais alteram o equilíbrio de um sistema, pois no momento em que apareceu um objeto que não fazia parte do universo, eles começaram a disputá-lo e esqueceram que precisariam uns dos outros para manter o equilíbrio do lugar, e poder assim, juntos descobrir o “novo”.
É importante, o trabalho em grupo, pensarmos, refletirmos e acharmos soluções possíveis para os problemas existentes, e assim, manter um bom convívio com todos, para podermos ter um ambiente saudável e de qualidade.
A proposta do filme “Balance”, tem muita relação com o Desequilíbrio Ambiental, pois apresenta pessoas que convivem numa sociedade e que em determinados momentos, vivem uma mudança de comportamento, onde os valores de convivência em grande grupo, é esquecida, tornando-se pessoas egoístas e gananciosas.
O ser humano tem em suas mãos, o poder de viver em equilíbrio com o meio ambiente, pois ele exerce ação sobre o meio em que vive transformando e mudando, às vezes para melhor, mas em muitas, somente para o seu conforto e poder, destruindo assim, o ambiente em que vive.
Como no filme, nós também vivemos numa sociedade em que estas mudanças ocorrem, mas elas devem ser discutidas, questionadas e analisadas, pois fazemos parte integrante deste contexto social e das interações que nele ocorrem.
Abraços!!!
Shirley


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Concepção de Natureza: relação ser humano e ambiente

Esta primeira atividade da Interdisciplina Representação do Mundo pelas Ciências, foi muito interessante, pois conseguimos analisar, os trabalhos, através das representações de natureza, que realizamos na aula presencial, e poder assim, avaliarmos nossas concepções sobre ela, desde a infância, até os dias de hoje.
Observando os desenhos das minhas colegas, percebi que a palavra que teve as representações mais semelhantes foi à ÁRVORE. A explicação para isso, é porque esta palavra na nossa mente retrata uma imagem real que está presente na nossa memória, desde a nossa infância, onde nos apresentaram um modelo pronto, que apenas deveríamos reproduzi-la.
A palavra que foi mais difícil de representar foi a SAUDADE, pois desenhar algo que não podemos ver e nem tocar é simplesmente difícil de representar. O que não é visível aos nossos olhos é muito difícil de desenhá-la.
A palavra que teve as representações mais diferentes foi a FORÇA, pois cada um apresentou um desenho, de acordo com a sua própria compreensão sobre esta palavra.

Percebi que as palavras abstratas, que envolvem sentimentos, não tiveram um modelo pronto a seguir, desde a nossa infância, e assim, cada um teve que representar, com base nas suas experiências de vida, tornando assim, impossível ter desenhos semelhantes ou iguais.

Abraços!!!

Shirley