quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Considerações Finais

O curso de graduação em Pedagogia a distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, proporcionou-me um crescimento significativo com relação a minha prática pedagógica e no convívio com o grupo de professores da escola em que leciono, oportunizando a troca de experiências, o trabalho em equipe, a reflexão e análise, referente à qualidade do ensino.

E, foi a partir das teorias e metodologias apresentadas de uma forma interdisciplinar que percebi o quanto devemos valorizar e oferecer aos nossos alunos uma educação que lhe proporcionem oportunidades de aprendizagens, numa perspectiva de totalidade, superando a visão fragmentada do conhecimento, buscando sempre novas possibilidades, trilhando outros caminhos e reconhecer que o conhecimento não é algo dado, mas construído com a junção de saberes e fazeres.

Ser professor hoje é buscar, articular teoria e prática, pois é necessário desenvolvermos atitudes e práticas significativas e coerentes, através de leituras e compreende-las a partir de referenciais teóricos no intuito de melhorar, ampliar e adquirir novos conhecimentos. A sala de aula é um espaço privilegiado para a produção do conhecimento, para a soma de experiências, para o debate e principalmente o esclarecimento de dúvidas.

Conforme a concepção sócio-histórica ou sóciointeracionista, de Vygotsky (1989), o sujeito constitui sua subjetividade e constrói seu conhecimento a partir de suas interações com o meio e com o outro, em uma relação que é dialética. As interações que o sujeito estabelece são fundamentais para o seu desenvolvimento, em todos os aspectos – biológico, cognitivo, cultural e social.

Muitas aprendizagens e descobertas ocorreram complementando e aprimorando a minha prática pedagógica no processo ensino/aprendizagem, principalmente com relação: ao levantamento prévio dos conhecimentos dos alunos, o diálogo, o trabalho em grupo como interação com o outro para a construção do conhecimento, no caso, com um colega mais experiente; e a relação entre teoria e prática, para a fundamentação de minhas ações pedagógicas.

O Portfólio de Aprendizagens foi um instrumento importante que possibilitou refletirmos, e avaliarmos as aprendizagens ocorridas durante o curso de graduação em pedagogia, oportunizando uma análise da nossa prática pedagógica com relação ao que já sabíamos e aos novos conhecimentos adquiridos.

Hoje, mais do que nunca, as novas tecnologias de comunicação e informação, estão presentes diariamente em nossas vidas, no desenvolvimento e na elaboração das atividades como aluna da UFRGS e, também, na minha prática pedagógica, onde essa ferramenta foi fundamental, pois além de tornar as aulas mais prazerosas e gratificantes, proporcionaram aos alunos a interação com o mundo a sua volta, através de contato com as informações e pessoas para além do concreto.

Para mim, foi um grande aprendizado, pois como já leciono há mais de dezessete anos, percebi as mudanças que ocorreram na minha prática pedagógica, a partir do meu ingresso no curso de graduação em Pedagogia da UFRGS.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Eixo IX - Construção do TCC

A questão que estou desenvolvendo no meu TCC, envolve as diferentes mídias na educação especial, ficando a questão definida: “Como as diferentes mídias auxiliam no processo de aquisição do conhecimento e na integração do aluno com deficiência intelectual no mundo a sua volta?”.
Esta pesquisa propõe uma abordagem investigativa de natureza qualitativa, realizada a partir do meu estágio curricular, do primeiro semestre de 2010, com uma turma de Educação de Jovens e Adultos, etapa II (EJA II) da Escola de Educação Especial João de Barro – APAE de Três Cachoeiras.
Para tanto, foram necessárias a reflexão e a análise dos materiais desenvolvidos no estágio curricular – o projeto de aprendizagem, os planejamentos semanais, os diários de bordo, os relatórios semanais, os comentários realizados pela supervisão escolar e as reflexões no Portfólio de Aprendizagens – oportunizando, assim, a elaboração e execução deste trabalho, possibilitando compreender como as diferentes mídias auxiliam no processo de aquisição do conhecimento e na integração do aluno com deficiência intelectual no mundo a sua volta, cujas práticas pedagógicas e pesquisa se fundamentaram em pressupostos teóricos sócio-interacionistas.
Durante o meu estágio utilizei diferentes tipos de mídias, onde foram importantes para a realização dos trabalhos desenvolvidos na minha prática pedagógica, possibilitando aos alunos, além da aquisição de conhecimentos, a interação com o mundo a sua volta. A partir das pesquisas, informações, discussões, análises, criação e recriação, os alunos foram construindo e buscando a sua autonomia, tornando-se sujeito participativo na sociedade.
As diferentes mídias como o rádio, a televisão, computador, jornal, revistas, celular, etc., são recursos extremamente importantes que acredito que deveriam ser incorporados ao cotidiano escolar, pois proporcionam aos alunos a grande oportunidade de expandir sua percepção do mundo e ampliar suas perspectivas de aprendizagem, envolvendo-os em trabalhos cooperativos e solidários, num ambiente de autonomia e liberdade.

Abraços!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eixo VIII – Estágio Curricular

Durante o meu estágio, que realizei no primeiro semestre de 2010, constatei que as atividades que envolviam as diferentes mídias como o rádio, televisão, computador, jornal, celular, etc., motivaram os alunos a participarem com entusiasmo e interesse. Neste sentido, percebi que seria importante aproveitar o prazer que os alunos sentiam em realizar as atividades, através dos recursos das mídias, com a possibilidade da aquisição de conhecimentos e principalmente com a interação social com o mundo a sua volta.

Para aprimorar o meu trabalho busquei fundamentação teórica em autores como Paulo Freire e Vygotsky, que consideram a aquisição do conhecimento do homem uma manifestação, partindo dos aspectos de interação do seu “eu” com o mundo exterior. Assim o processo de construção do saber acontece de maneira consciente, no qual o educando é levado a condição de questionador em todas as instâncias do processo educativo. De acordo com a concepção sócio-histórica ou sócio-interacionista, o sujeito se constitui e constrói seu conhecimento, a partir de suas interações com o meio e com o outro.

O estágio que desenvolvi com a turma de Educação de Jovens e Adultos, Etapa II, na Escola de Educação Especial Joâo de Barro - APAE de Três Cachoeiras foi muito gratificante. A partir do projeto “O mundo a sua volta”, que iniciou com o objetivo de ampliar os conhecimentos relacionados ao tempo e espaço, a partir das relações sócio-histórico culturais, de forma contextualizada, considerando o seu município, comunidade e escola, abriu um leque de oportunidades para novos conhecimentos como, meio ambiente, meios de comunicação, valores através de boa convivência em todos os grupos sociais que fazem parte, cálculos de adição, subtração e noções de divisão e multiplicação, etc., envolvendo todos os conteúdos propostos.

Por isso, é importante estarmos atento a todas as manifestações dos alunos, tanto oralmente como no seu comportamento nas atividades que estão realizando, pois permite conhecermos as necessidades e curiosidades dos alunos permitindo a intervenção do professor para novas aprendizagens.

“A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como sinal de atenção que sugere alerta faz parte integrante do fenômeno vital. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fizemos”. (FREIRE, 2001 p.53).

Abraços!!

EIXO VII

Nas Interdisciplinas do Eixo VII, destaco a Interdisciplina de Educação de Jovens e Adultos, que a partir do texto "Alfabetização de adultos: ainda um desafio” de Regina Hara, apresenta a alfabetização como um processo dinâmico em que a leitura da palavra não é contraditória a leitura do mundo. Considero pertinente ressaltar um trecho do mesmo, em que Paulo Freire destaca o que pensa sobre alfabetização, dizendo que: “aprender a ler e escrever já não é, pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da linguagem”. O processo de alfabetização é para o aluno como uma aprendizagem dinamizada e ativa, proporcionando trocas reciprocas de conhecimentos, tornando-os construtores de suas próprias aprendizagens.
Para nós professores esse é o grande desafio que enfrentamos todos os dias, portanto precisamos estar sempre preparados para trabalharmos com este objetivo, oferecendo ao aluno subsídios para que ele se sinta atraído e motivado a aprender.
Contudo, cabe a nós estimulá-los para que permaneçam em busca de novos saberes...

Abraços!!!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EIXO VI


Revendo as interdisciplinas do Eixo VI, destaco a interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, que me fez refletir quanto à importância de buscarmos subsídios para aperfeiçoarmos nossa prática pedagógica, pois os alunos, independentemente das deficiências que apresentam, possuem habilidades e competências, que devem ser estimuladas, através da interação com o outro, no convívio social, na sala de aula, num ambiente rico de experiências e estímulos que refletem em vivências significativas e que promovem importantes aprendizagens.

Segundo o texto "Os alunos com deficiência mental" de Alfredo Fierro "A idéia de incurabilidade permanece até hoje, não se opondo, porém, à de educabilidade", ou seja, a aprendizagem do aluno com necessidades especiais, depende do grau da deficiência e dos profissionais que os atendem, visto que, cada um tem o seu tempo de aprendizagem. Isto é difícil e trabalhoso, onde temos que ter muita persistência no nosso objetivo, que é de ajudar nosso aluno no seu crescimento intelectual.

Devemos respeitar, sempre, o tempo de aprendizagem de todos os nossos alunos, sejam eles PNEEs ou não, e com certeza desenvolver estratégias para chegar ao objetivo proposto, que é de inseri-los efetivamente no contexto escolar e social.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

EIXO V

Revendo as interdisciplinas do eixo V, destaco a interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, onde percebi que nós, adultos, estamos em constante processo de aprendizagem, independente da nossa idade cronológica.
Como trabalhei no meu estágio, com uma turma da Educação de Jovens e Adultos, EJA II, pude perceber que os meus alunos, mesmo, com as suas dificuldades cognitivas, estão em constante processo de aprendizagem.
A partir da leitura do texto “Aprendizagem na vida adulta” de Tânia Beatriz Iwaszko Marques, o adulto como os jovens e as crianças aprendem na interação com o meio, na relação que tem com as outras pessoas, como lidam com as situações do seu dia-a-dia e como controlam suas emoções, por isso a idade pode variar em cada estágio de desenvolvimento do adulto.
Como diz Piaget “Os estágios de desenvolvimento obedecem a uma ordem de sucessão constante e apresentam idades variadas”.
Por isso, quando realizei o meu estágio, percebi como é importante saber ouvir, ser paciente, responsável, comprometido com meus alunos. E como é importante pensarmos e analisarmos as nossas palavras e ações, pois elas poderão construir ou destruir os sonhos dos nossos alunos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

EIXO IV

Revendo as interdisciplinas do eixo IV, a interdisciplina que foi muito significativa na minha prática pedagógico, foi a Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, que me proporcionou um novo olhar sobre está disciplina.
Até pouco tempo, a disciplina de Estudos Sociais valorizava os heróis como construtor e organizador da pátria e uma das principais mudanças que percebo na atualidade é que o professor começa a enxergar o aluno como um sujeito, que a sociedade é um espaço de relações interpessoais, nas quais ele tem lugar e suas ações têm importância, e não mais uma sociedade somente daqueles heróis distantes.
Por isso, é importante realizar atividades diversificadas como pesquisas e saídas de campo e utilizar as diferentes mídias como recursos importantes para abordar as semelhanças e diferenças culturais, sociais, grupais, além das mudanças verificadas na sociedade, o aluno torna-se um cidadão que age, interage e modifica a sociedade.
Como podemos perceber esta interdisciplina contribuiu muito para a minha prática pedagógica no estágio e também, para a construção do meu TCC sobre a questão das mídias na educação que visa além de auxiliar na aprendizagem, a inserção do aluno como cidadão ativo na sociedade.
Segundo o texto “Estudos Sociais: Teoria e Prática” Unidade II, de Aracy do Rego Antunes diz “A construção da noção de vida em sociedade – objetivo maior do trabalho em Estudos Sociais – passa necessariamente pela questão da socialização da criança”. (A Sociedade e a Cultura, capítulo 2, p.17).